Na última edição falei sobre feridas emocionais que surgem de experiencias negativas, e recebi o seguinte comentário de uma querida leitora:

Comentário de uma leitora
Por isso, eu decidi fazer a continuação da edição anterior mostrando como você pode se comportar diante de pessoas “difíceis” através do NEP. O método que criei para que você desenvolva Inteligência Emocional em qualquer tipo de relacionamento.
Continue lendo.

Aproveitando um dia de folga.
Todos nós, em algum momento, já nos deparamos com pessoas que classificamos como “difíceis”. Elas podem estar presentes no trabalho, na família, ou até no círculo de amizades. Mas o que exatamente caracteriza uma pessoa difícil? Algumas características comuns podem incluir:
- Negatividade “Não vai dar certo”: Pessoas que sempre enxergam o lado negativo de qualquer situação.
- Apatia “Se não me afeta não me importa”: A incapacidade de se colocar no lugar do outro.
- Fofoca “Você viu o que fulana tá fazendo?”: Alguém que sempre quer se abastecer de dopamina falando mal do outro.
- Crítica excessiva “Você nunca faz direito”: Críticas constantes e, muitas vezes, destrutivas, podem minar a autoestima e causar desconforto no outro.
- Reclamação "Não aguento mais o meu trabalho": Pessoas que estão sempre reclamando e não fazendo nada para mudar de realidade.
- Mentira "Eu jamais faria isso": Pessoas que mentem até acreditarem em suas mentiras.
Ou seja, comportamentos que representam um nível de consciência negativo, de acordo com a tabela de níveis de consciência do Dr. David Hawkins.

Antes de rotularmos uma pessoa como “difícil”, é necessário entender se a pessoa possui algum transtorno que a impede de viver em harmonia com outras pessoas.
Os transtornos de personalidade são divididos em três grupos, chamados clusters, com base em características semelhantes. São eles:
Grupo A: Comportamentos excêntricos ou estranhos
1. Transtorno de Personalidade Paranoide:
Pessoas com esse transtorno desconfiam excessivamente dos outros, acreditando que os outros querem prejudicá-las, mesmo sem provas concretas. Elas tendem a ser muito cautelosas, interpretando as ações das pessoas como hostis ou traiçoeiras.
2. Transtorno de Personalidade Esquizoide:
Pessoas com esse transtorno são emocionalmente distantes, preferindo ficar sozinhas e evitando relacionamentos sociais. Elas têm pouca ou nenhuma necessidade de interação emocional com os outros e geralmente não se importam com elogios ou críticas.
3. Transtorno de Personalidade Esquizotípica:
Esse transtorno envolve comportamentos e pensamentos estranhos, incluindo crenças incomuns ou paranormais, além de dificuldade em formar relacionamentos próximos. As pessoas podem parecer excêntricas e, frequentemente, têm distorções cognitivas ou perceptivas, mas não chegam a perder o contato com a realidade, como acontece na esquizofrenia.
Grupo B: Comportamentos dramáticos, emocionais ou imprevisíveis
1. Transtorno de Personalidade Antissocial:
Caracterizado por desrespeito persistente pelos direitos dos outros, falta de empatia e tendências para violar regras ou leis sem remorso. As pessoas com esse transtorno podem ser manipuladoras, enganosas e impulsivas, demonstrando pouca consideração pelos sentimentos ou bem-estar alheios.
2. Transtorno de Personalidade Borderline:
Envolve instabilidade emocional intensa, relacionamentos turbulentos e impulsividade. Pessoas com esse transtorno podem ter medo extremo de abandono, mudanças bruscas de humor e comportamentos autodestrutivos, como automutilação ou ameaças de suicídio.
3. Transtorno de Personalidade Histriônica:
Caracterizado pela busca constante de atenção e pela necessidade de ser o centro das atenções. Pessoas com esse transtorno tendem a ser excessivamente emocionais, dramáticas e preocupadas com sua aparência, podendo usar comportamentos sedutores para atrair atenção.
4. Transtorno de Personalidade Narcisista:
Envolve um senso exagerado de importância e necessidade de admiração. As pessoas com esse transtorno têm uma visão grandiosa de si mesmas, acreditam que são especiais e superiores, mas muitas vezes têm baixa empatia e podem explorar os outros para alcançar seus próprios objetivos.
Grupo C: Comportamentos ansiosos ou medrosos
1. Transtorno de Personalidade Evitativa:
Caracterizado por um medo extremo de rejeição e crítica. Pessoas com esse transtorno evitam interações sociais e situações novas, pois têm baixa autoestima e sentem-se inadequadas. Elas desejam relacionamentos, mas têm muito medo de serem julgadas ou rejeitadas.
2. Transtorno de Personalidade Dependente:
Pessoas com esse transtorno têm uma necessidade excessiva de cuidado e apoio dos outros, levando a comportamentos submisso e medo de separação. Elas têm dificuldade em tomar decisões sozinhas e podem se submeter a tratamentos inadequados para manter relacionamentos, por medo de ficarem sozinhas.
3. Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsivo (TPOC):
Marcado por uma busca extrema por perfeição, controle e ordem. Pessoas com TPOC são rígidas e inflexíveis, têm dificuldade em delegar tarefas e podem ser obcecadas por regras e detalhes. Isso interfere nas suas relações e vida cotidiana, gerando estresse tanto para elas quanto para os outros.
*Antes de dar o diagnóstico de um transtorno de personalidade é necessário fazer uma avaliação com um profissional.
O Método NEP são 3 perguntas e as respostas vão te auxiliar na interação com o outro ou consigo mesma.
N: Necessidade – "O quanto é necessário lidar com essa pessoa?"
E: Empatia – "O outro é realmente difícil?"
P: Projeção – "Estou projetando algo que tenho dentro de mim?"
Esses são os três principais aspectos que devemos analisar antes de lidarmos com pessoas que classificamos como “difíceis".
"O quanto é necessário lidar com essa pessoa?"

O quanto preciso lidar com uma pessoa difícil?
Muitas vezes queremos lidar com pessoas que não precisamos lidar.
Nem todas as situações exigem que lidemos diretamente com pessoas difíceis. Queremos consertar ou melhorar relacionamentos com pessoas que, na realidade, não precisam fazer parte da nossa vida. Como Stephen Covey aponta em “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, precisamos focar no que está dentro do nosso "círculo de influência".
Se a pessoa difícil não está nesse círculo, gastar energia tentando lidar com ela é energia desperdiçada. É importante perguntar: "Eu realmente preciso dessa interação?" Se a resposta for não, a melhor abordagem é limitar ou evitar o contato.
Se a resposta for sim, a forma mais sábia de agir é tendo clareza de que o outro está vivendo em um nível de consciência que não o permite desenvolver interações de qualidade.
A depender do nível de interação que você precisa ter com o outro. Exemplo: esposo, filhos, mãe, pai, é necessário que (1) você influencie a mudança no outro e (2) o outro queira mudar.
"O outro é realmente difícil?"

União.
Nem sempre a dificuldade está no outro, essa é uma verdade desconfortável de ouvir. Nossas percepções e emoções podem nos fazer enxergar certas características de maneira destorcida.
A depender das circunstâncias algumas pessoas podem mudar seu estado mental, seus comportamentos e suas reações diante das situações.
No livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, Dale Carnegie argumenta que grande parte dos conflitos interpessoais pode ser suavizada quando mudamos nossa própria perspectiva. Talvez a pessoa que consideramos difícil esteja passando por desafios que não compreendemos, ou quem sabe nossas expectativas e falta de flexibilidade estejam contribuindo para o conflito. A autoanálise é essencial: "Será que posso mudar minha abordagem?"
"Estou projetando algo que tenho dentro de mim?"

O que você está projetando?
A Lei da Projeção, originada na psicologia por Carl Jung, sugere que muitas vezes projetamos em outras pessoas os sentimentos ou características que não reconhecemos em nós mesmos.
Segundo essa teoria, aquilo que criticamos ou rejeitamos nos outros pode ser, na verdade, uma parte não resolvida dentro de nós. Como explicado no livro "A Sombra: A Recusa da Pessoa Interior" por Connie Zweig, o processo de lidar com a própria "sombra" é fundamental para compreender melhor nossas reações com os outros. Quando percebemos que algo no outro nos incomoda profundamente, vale a pena perguntar: "Estou projetando algo que não aceito em mim?"
Nunca podemos nos esquecer de que semelhante atrai semelhante
Lidar com pessoas difíceis não é apenas uma questão de como agir em relação a elas, mas também de como entender a nós mesmas. Ao analisarmos se realmente precisamos da interação, se o problema está em nossa própria perspectiva, e se estamos projetando nossos sentimentos no outro, ganhamos maior clareza e sabedoria.
Esse processo nos leva a viver relações mais saudáveis e nos permite crescer emocionalmente.
Adotar essas três reflexões nos permite lidar com mais sabedoria com as pessoas ao nosso redor e, muitas vezes, nos ensina a lidar com nós mesmos.
Box de recomendações
📔 Leitura | Estou lendo a palestra "Livres ou escravos” de Neville Goddard. 100% gratuita na Amazon.
📺 O que estou assistindo | Lewis Howes - Viva em Abundância, convidada Codie Sanches.
Cafofo da Sa 🛋️

Vamos conversar
Na caixinha da última edição:

Eu gravei uma aula no Instagram falando apenas sobre esse tema. Clique aqui para assistir. Alguns tópicos abordados:
Pratique o autoconhecimento
Coloque Deus em primeiro lugar
Cure suas feridas emocionais
Tenha autocontrole
Tenha um propósito
Se você precisa de ajuda com alguma questão pessoal, envie seu desafio aqui e na próxima edição irei responder.
Todas as mensagens que você enviaram na caixinha de desabafo da última edição são anônimas, ou seja, eu não sei quem está enviando a mensagem. Então, fiquem tranquilas para enviar qualquer treta ou desabafo, esse é nosso cantinho do cafofo.
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